Aposentada perde R$ 114 mil em golpe
Polícia
Criminosos se passaram por funcionários da CPFL, gerente de banco e até por um suposto juiz federal
Da Redação 01/09/2026Uma aposentada de 78 anos, moradora de Penápolis, perdeu R$ 114 mil após ser enganada por criminosos que se passaram por funcionários da CPFL, gerente de banco e até por um suposto juiz federal. O caso foi registrado pela Polícia Civil como estelionato na sexta-feira (28).
Conforme registro do boletim de ocorrência, a vítima recebeu inicialmente uma ligação de um homem que se identificou como funcionário da CPFL. Ele afirmou que ela teria valores a receber em razão de cobranças relacionadas à bandeira tarifária vermelha.
Desconfiada, a aposentada procurou uma agência da CPFL para verificar a informação. Um funcionário da empresa esclareceu que a companhia não realizava aquele tipo de procedimento e alertou que poderia se tratar de uma tentativa de golpe.
Na sequência, a vítima foi até uma agência do Banco do Brasil e pediu que suas contas fossem verificadas. Após consultar os saldos e extratos, o gerente informou que não havia movimentações suspeitas e que os recursos estavam seguros.
INSISTÊNCIA
Mesmo assim, os criminosos não desistiram. Depois que a aposentada retornou para casa, ela começou a receber novas ligações. Dessa vez, um homem se apresentou como suposto gerente do Banco do Brasil e afirmou que criminosos estariam tentando acessar suas contas.
Para dar credibilidade à história, outro indivíduo entrou na ligação dizendo ser um juiz federal. Os dois afirmaram que seria necessário realizar um procedimento chamado de “acautelamento” dos valores, por meio do qual o dinheiro deveria ser transferido para uma conta supostamente vinculada a uma autoridade judicial.
Convencida de que se tratava de uma medida de segurança, a vítima realizou uma transferência via TED no valor de R$ 114 mil para uma conta da Caixa Econômica Federal.
Após receberem o dinheiro, os criminosos continuaram mantendo contato com a aposentada e passaram a exigir uma nova transferência, desta vez de aproximadamente R$ 234,6 mil. Eles alegavam que os demais recursos também precisariam ser “protegidos”.
A insistência fez com que a vítima desconfiasse da situação. Ela retornou ao Banco do Brasil e contou o que havia acontecido a uma funcionária, que imediatamente identificou a fraude.
O gerente da agência bloqueou os cartões bancários da aposentada e adotou outras medidas de segurança nas contas. A vítima foi orientada a procurar a Polícia Civil para registrar a ocorrência.
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