Câmara aponta problemas estruturais em anexo escolar de Penápolis
Política
Documento aponta mais de 20 problemas estruturais que comprometem o funcionamento da unidade, que atende 95 alunos em período integral
Da Redação 01/04/2026
Sala que deveria funcionar com aulas de artes ou dança, equipada com ar condicionado, está servindo de depósito no Anexo EMEF Elza Nadai. Foto: Imagem/Câmara
A Câmara Municipal de Penápolis elaborou relatório detalhado após fiscalização realizada no dia 24 de março no Anexo da EMEF Elza Nadai Silvino, localizado no bairro Planalto.
A vistoria foi conduzida pelos vereadores Altair Reis (PL), Francisco José Mendes, o “Tiquinho” (MDB), Mário Abe (PL), Paulinho do Esporte (União Brasil) e Faleiros Policial Ambiental (PL).
O documento aponta mais de 20 problemas estruturais que comprometem o funcionamento da unidade, que atende 95 alunos em período integral, distribuídos em sete salas de aula.
Entre as irregularidades constatadas estão vidros de janelas quebrados, ventiladores e climatizadores danificados, bebedouro do pátio fora de uso, lâmpadas queimadas na cobertura, ausência de biblioteca adequada e falta de utensílios na cozinha.
Também foram identificadas falhas como rachaduras e infiltrações em salas recém-construídas, além da piscina sem tratamento adequado da água. Outro ponto crítico é a sala de informática, que não possui computadores. Aparelhos de televisão estão sem instalação.
O relatório também destaca a insuficiência de funcionários: apenas uma auxiliar de serviços gerais para limpeza e a ausência de direção fixa no anexo, que conta somente com uma coordenadora acumulando funções.
Segundo o documento, a precariedade da estrutura impacta diretamente o trabalho dos professores. “O educador precisa de condições adequadas para planejar, aplicar atividades e acompanhar o desenvolvimento dos alunos. Quando isso não ocorre, há sobrecarga e desmotivação”, aponta trecho do relatório.
Os estudantes também são prejudicados. “O rendimento escolar pode ser comprometido quando o ambiente não oferece condições adequadas para aprendizagem, descanso e desenvolvimento de atividades pedagógicas”, destaca o texto.
O relatório será encaminhado ao Conselho Municipal de Educação, ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas, com o objetivo de buscar providências e garantir os investimentos necessários para a melhoria da unidade escolar. (*) Imprensa/Câmara
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