Câmara cobra avanços na reforma administrativa e pagamento do Descongela
Política
Paulinho do Esporte afirmou que existe um sentimento de frustração entre os servidores, o sindicato da categoria e os vereadores
Da Redação 04/11/2026
Secretário municipal Nardão Sacomani e a diretora da Escola de Governo, Rosângela Vecchia, em participação na Câmara a pedido do vereador Paulinho do Esporte. Foto: Imagem/Câmara
A Câmara Municipal de Penápolis intensificou, na sessão de terça-feira, dia 3, a cobrança ao Executivo por avanços na reforma administrativa e pelo pagamento do chamado “Descongela”, em benefício dos servidores municipais.
A discussão ocorreu durante a participação do secretário municipal de Governo, Planejamento e Gestão, Nardão Sacomani, e da diretora da Escola de Governo, Rosângela Vecchia, convidados por iniciativa do vereador Paulinho do Esporte (UNIÃO).
A administração municipal conta atualmente com 2.079 colaboradores, sendo 1.748 diretamente ligados à Prefeitura, 40 à Empresa Municipal de Urbanização de Penápolis (Emurpe) e 282 ao Departamento Autônomo de Água e Esgoto de Penápolis (DAEP).
Somente na prefeitura são 121 cargos. As despesas com pessoal superam R$ 11 milhões mensais. Paulinho do Esporte afirmou que existe um sentimento de frustração entre os servidores, o sindicato da categoria e os vereadores, diante da falta de avanços nas medidas anunciadas.
Ele repercutiu que a Câmara Municipal aprovou a primeira e a segunda etapas da reforma administrativa com a expectativa de que a terceira fase fosse encaminhada em seguida. Essa etapa prevê melhorias na remuneração dos servidores com menores salários, como merendeiras, pedreiros e motoristas.
O vereador questionou quando o Executivo pretende encaminhar a terceira etapa e efetuar o pagamento do “Descongela”. Paulinho do Esporte também destacou que a administração dispõe de margem nos limites de gastos com pessoal que permitiria avançar nas medidas.
Os questionamentos foram reforçados por outros parlamentares. O vereador Altair Reis (PL) lembrou que a segunda fase da reforma foi realizada em setembro do ano passado e que, na ocasião, o Executivo havia se comprometido com a etapa seguinte, que seria implantada de forma fracionada. Ele questionou como ocorrerá essa divisão e quais secretarias serão contempladas primeiro.
Rosângela Vecchia explicou que a prioridade será atender as carreiras consideradas fundamentais, com foco na composição dos quadros de servidores e no funcionamento dos serviços essenciais, respeitando a disponibilidade orçamentária.
Já o vereador Francisco José Mendes, o Tiquinho (MDB), criticou a condução do orçamento municipal, citando as frequentes suplementações. Ele afirmou que, até o momento, não conseguiu obter informações sobre o valor total do “Descongela”. (*) Por Imprensa/Câmara
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