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Câmara questiona dificuldades de vagas para atendimento psicológico

Política

Documento aponta uma demanda crescente reprimida e solicita esclarecimentos sobre o fluxo de disponibilização das vagas

Vereadora Professora Jandineia relatou problemas para obtenção de vagas com psicólogos através do serviço público em Penápolis

Vereadora Professora Jandineia relatou problemas para obtenção de vagas com psicólogos através do serviço público em Penápolis. Foto: Imagem/Câmara

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A Câmara Municipal de Penápolis aprovou em sua sessão de segunda-feira, dia 16, requerimento apresentado pela vereadora Professora Jandineia (PT), que questiona a administração municipal sobre a quantidade de vagas para atendimento psicológico por meio do Consórcio Intermunicipal da Microrregião (CIMPE).

O documento aponta uma demanda crescente reprimida e solicita esclarecimentos sobre o fluxo de disponibilização das vagas. Entre os questionamentos, estão: o número atual de psicólogos credenciados e contratados para atendimento de crianças na faixa etária de 4 a 12 anos; a capacidade máxima mensal de atendimentos; e se existe um levantamento de horários disponíveis por profissional.

Em caso positivo, a vereadora questiona por que essas vagas não estão sendo preenchidas pela lista de espera. O requerimento também busca informações sobre o procedimento administrativo adotado para o preenchimento de vagas quando um paciente encerra o tratamento, bem como se há prazo máximo para essa reposição.

Outro ponto levantado diz respeito à execução dos recursos: qual a porcentagem da verba destinada à saúde mental infantil foi efetivamente aplicada nos últimos seis meses pela Prefeitura de Penápolis, por meio do CIMPE.

Além disso, o documento questiona o número de pacientes atualmente na lista de espera, tanto na Secretaria Municipal de Saúde quanto no CIMPE, e se existem listas organizadas, com dias e horários de atendimento, disponíveis nesses órgãos.

“A discrepância entre profissionais com horários livres e uma lista de espera crescente sugere falha na regulação de vagas pela Secretaria de Saúde ou pelo Consórcio. Essa situação prejudica diretamente o desenvolvimento de crianças que aguardam por um tratamento essencial. É um contrassenso haver profissionais disponíveis diante de uma demanda reprimida, especialmente na saúde mental infantil”, afirma a vereadora.

Ela acrescenta que, quando há disponibilidade de recursos, mas o serviço não chega à população, isso pode indicar gargalos administrativos ou falhas na gestão do fluxo de vagas. “Estamos registrando falta de atendimento para crianças de 4 a 12 anos. Segundo apurado, adolescentes e adultos enfrentam ainda mais dificuldades para acesso, mesmo com profissionais disponíveis”, conclui. (*) Imprensa/Câmara



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