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Dívidas impedem Apap de receber verbas, doações e isenções de impostos

Cidade

Entidade de assistência aos animais abandonados faz ‘vaquinha’ para saldar dívidas

Ao zerar as dívidas, Apap terá condições de ‘aliviar’ um pouco a situação

Ao zerar as dívidas, Apap terá condições de ‘aliviar’ um pouco a situação. Foto: Divulgação

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Desde 2013, a Apap (Associação Protetora de Animais de Penápolis) vem acumulando dívidas com a Fazenda Nacional, FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e Previdência Social no valor de R$ 15.915,38, que podem ser amenizadas com a colaboração da comunidade, através de uma “vaquinha online” disponibilizada pela entidade.

Conforme explicou o presidente e voluntário, Lauro Kussano, essa foi à forma encontrada para resolver o problema, que não pode ser adiado em razão das consequências desfavoráveis que a associação pode sofrer.

“Se continuar aumentando, um dia será executada e elas vêm desde 2013. São dívidas relacionadas a impostos que não foram pagos ao governo federal e que podem ser executadas a qualquer momento”, alertou.

Ao colocar a necessidade de saldar esse compromisso, Kussano lembrou que, dada a execução da dívida, a entidade pode perder tudo que tem e, embora não seja muita coisa, são bens que garantem o atendimento aos animais ali instalados.

“Além dos eventos já realizados, venda de álcool em gel, chinelos personalizados, entre outras ações, criamos essa vaquinha para quitarmos a dívida da associação”, informou.

Ele ainda avalia que, ao zerar essas dívidas, a Apap terá condições de ‘aliviar’ um pouco a situação, que será benéfica em razão de poder recolher notas fiscais de consumidores em estabelecimentos comerciais.

“Essa seria mais uma forma da entidade obter recursos, ou seja, mais uma fonte de renda”, disse. Sem essa dívida, a associação poderá solicitar a isenção desses impostos, inclusive dos que estão em aberto, possibilitando a diminuição das despesas fixas de aproximadamente R$ 700 mensais, o que garantirá o resgate e a castração de mais animais.

“Outro ponto é que, sem a dívida, podemos também solicitar a ajuda financeira dos governos”, lembrou.


DEPENDÊNCIA

Com a movimentação em torno do sucesso da ‘vaquinha’, a Apap visa depender cada vez menos de doações da população, para ser mais autossustentável.

Por outro lado, segundo Kussano, ninguém prospera devendo e, desde que assumiu a entidade juntamente com outros voluntários, a meta é que ela prospere de fato e isso implica no pagamento das dívidas.

“Estou expondo esse problema para que todos ajudem e fiquem cientes da situação, pois as pessoas podem achar que está tudo bem e, ao verem um animal de rua, já querem transferir o problema para a Apap”, revelou.

Segundo ele, por muitas vezes, os voluntários não agiram racionalmente e acabaram levando o animal.

“De forma emocional, o dinheiro não dá. É preciso ser racional e estamos mostrando isso para a comunidade para que todos entendam. Quando pedir ajuda à entidade, seja mais paciente, educado e não maltrate os voluntários”, pediu.

Ele explicou que muitas pessoas, às vezes em casa ou na volta do passeio, tomam conhecimento de algum o animal abandonado e acionam a entidade que, nem sempre, pode socorrer esses animais.

VAQUINHA

Até ontem (23), a “vaquinha virtual” disponibilizada pela Apap, com meta de arrecadação de R$ 15 mil, recebeu o apoio de 16 voluntários com depósito de R$ 1.335. As pessoas, sensibilizadas com a causa animal, podem ajudar acessando o link: www.vakinha.com.br/vaquinha/apap-com-o-nome-limpo.



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