Mesmo com problemas, Marechal Rondon e Assis são avaliadas como “ótima” e “boa”

Cidade

Constatação foi feita em pesquisa pela Confederação Nacional do Transporte e divulgada recentemente

Assis (SP-425), mesmo com inúmeros problemas, foi classificada como “boa” em pavimento e sinalização

Assis (SP-425), mesmo com inúmeros problemas, foi classificada como “boa” em pavimento e sinalização. Foto: Ivan Ambrósio

Quem trafega constantemente pelas rodovias Marechal Rondon (SP-300) e Assis Chateaubriand (SP-425), que cortam a região, já se deparou com os inúmeros problemas que se encontram as estradas, como buracos, desnível, falta de sinalização, entre outros.

No entanto, mesmo com todas estas dificuldades e precariedades, as vias foram classificadas como “ótima” e “boa”, respectivamente. A constatação foi feita durante levantamento feito para a 23ª edição da Pesquisa CNT (Confederação Nacional do Transporte) de Rodovias e divulgada recentemente pelo órgão.

Foram avaliadas as condições de toda a malha federal pavimentada e dos principais trechos estaduais, também pavimentados. Nesta edição, foram percorridas todas as cinco regiões do Brasil, durante 30 dias - de 20 de maio a 18 de junho de 2018 -, por 24 equipes de pesquisadores.


RESULTADOS

Foram avaliados quatro pontos. A Marechal Rondon, na pesquisa, teve o conceito “ótimo” em três pontos – estado geral, pavimento e sinalização – e “bom” em geometria da via (que envolve a presença de acostamento, entre outras características).

No entanto, os motoristas que passam pela pista, notam que pelo menos em dois conceitos não é como aponta a pesquisa. Para quem trafega no sentido Penápolis a Araçatuba, pode perceber, por exemplo, que em alguns trechos há problemas na pavimentação asfáltica, como ondulações e buracos. De Bauru a Castilho, a SP-300 é administrada pela concessionária Viarondon.

Já a Assis foi avaliada com “boa” em estado geral, pavimento e sinalização e “regular” em geometria, porém, a realidade é bem diferente da apontada na pesquisa. Além dos problemas de buracos, ondulações e falta de sinalização em alguns trechos, a pista não é duplicada, o que acarreta em inúmeros acidentes que ocorreram nos últimos anos.


MP

Prova disso foi o levantamento feito pelo Ministério Público realizou e que ocasionou numa série de obras que são feitas no trecho da pista que passa por Barbosa, Penápolis e Braúna. O estudo sobre a situação estrutural iniciou-se em 2014. O objetivo foi de averiguar se o DER (Departamento de Estrada de Rodagem) estava negligenciando com o dever de manter a SP-425 em condições de segurança para seus usuários, eventuais e habituais.

O laudo técnico emitido pelo Caex (Centro de Apoio Operacional à Execução) apresentou detalhes do levantamento feito na pista, apontando que o trecho encontra-se em precárias condições de manutenção e conservação com presença de trincas, fissuras, afundamentos e desagregação do revestimento da pista de rolamento, vindo a formar buracos; sinalização horizontal esmaecida; deficiências no sistema de drenagem; ondulação transversal sem sinalização, entre outros, prejudicando a fluidez e segurança dos usuários.

A ausência ou falta de conservação do sistema de drenagem superficial (valetas, canaletas, sarjetas, bueiros), para a condução de águas da região da pista para fora da plataforma da rodovia, de modo a não causar erosão ou empoçamentos também foi detectado no estudo.

Outro fator apontado no laudo apresentado ao MP foi à sinalização horizontal deficiente, dificultando aos usuários a identificação exata dos limites da pista, dos trechos em curva ou em rampa com proibição de ultrapassagem, das entradas e saídas da rodovia, entre outros.

Os técnicos que avaliaram a rodovia concluíram que, para restabelecer as condições normais de trânsito, seriam necessários os devidos serviços e obras de recuperação e manutenção, envolvendo recapeamento da pista de rolamento nos trechos onde a estrutura do pavimento encontra-se comprometida, recuperação das camadas inferiores (base, sub base), corte de vegetação da faixa de domínio, implantação e manutenção dos sistemas de drenagem, repintura de toda sinalização horizontal com aplicação de tachas refletivas, reconfiguração geométrica das rotatórias de Penápolis, implantação de proteção por barreira fixa, além de intensificar a fiscalização para coibir os excessos de velocidade e peso.


REFORMA

Diante disso, o trecho começou a receber as melhorias de pavimentação. As obras de recuperação são feitas pela empresa CGS Construção e Comércio Ltda, vencedora da licitação. Em alguns momentos do dia, as pistas funcionam no sistema pare/siga.

Os trabalhos terão investimentos de R$ 6,6 milhões do governo estadual, por meio do DER, sendo contemplados os quilômetros 262 a 312 da pista, que passam por Barbosa, Penápolis e Braúna. Segundo o órgão, nesses 50 km será feita a recuperação no pavimento asfáltico, com correção de ondulações e deformidades e nova sinalização horizontal.

A previsão é que os serviços sejam concluídos em março de 2020. Com as obras, os mais de 4.550 veículos que trafegam diariamente pela rodovia contarão com melhores condições de segurança, além de gerar 128 novos postos de trabalho, sendo 32 diretos e 96 indiretos. Ao todo, mais de 83 mil habitantes dos municípios serão beneficiados.



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