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Mulher é presa suspeita de participação em morte de jovem desaparecido em Penápolis

Polícia

Polícia Civil cumpre mandado de prisão preventiva e passa a ter dois suspeitos presos no caso

Restos ósseos encontrados em área próxima ao Córrego Maria Chica ainda aguardam confirmação pericial

Restos ósseos encontrados em área próxima ao Córrego Maria Chica ainda aguardam confirmação pericial. Foto: Reprodução/Internet

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A Polícia Civil de Penápolis prendeu, na tarde desta quinta-feira (12), uma mulher suspeita de participação na morte do jovem Pedro Henrique Santos da Silva, que desapareceu no ano passado aos 22 anos. A prisão preventiva foi cumprida por policiais civis da Delegacia do Município com apoio de policiais militares ambientais do GEPAR.

Com a nova prisão, passam a ser dois os investigados detidos no caso. Na última terça-feira (10), um homem já havia sido preso na cidade de Lins, também suspeito de envolvimento no possível homicídio do jovem.

Segundo as investigações, o caso começou a ganhar novos desdobramentos na semana passada, quando a mulher procurou o pai da vítima e afirmou saber onde o jovem teria sido morto e enterrado. Ela teria indicado uma área localizada aos fundos do Jardim Alphaville, próxima à marginal do Córrego Maria Chica e atrás da antiga fábrica de laticínios Campesina.

A família comunicou a polícia e equipes passaram a realizar buscas no local indicado. Durante as escavações, que contaram inclusive com o apoio de uma máquina do Departamento Autônomo de Água e Esgoto de Penápolis (DAEP), foram encontrados ossos, uma faca e peças de roupa que podem pertencer ao jovem.

Todo o material foi recolhido e encaminhado para análise da perícia técnico-científica, que deverá confirmar primeiro se os ossos são humanos e, posteriormente, se pertencem a Pedro Henrique.


VERSÕES DIFERENTES

De acordo com informações apuradas durante a investigação, os dois suspeitos apresentam versões diferentes sobre o crime.

O homem preso anteriormente teria afirmado à Polícia Civil que golpeou o jovem com um pedaço de madeira, deixando a vítima desacordada. Segundo ele, a mulher teria desferido os golpes de faca que causaram a morte.

Já a mulher sustenta outra versão. Ela teria dito que foi o homem quem atacou o jovem tanto com o pedaço de madeira quanto com a faca.

Apesar das divergências, ambos indicaram praticamente o mesmo local onde o crime teria ocorrido e onde o corpo foi enterrado.


BUSCAS E PERÍCIA

As equipes realizaram buscas detalhadas na área indicada, incluindo escavações e varreduras no entorno do córrego próximo ao local. Mesmo assim, apenas alguns ossos foram encontrados até o momento.

Uma das hipóteses consideradas é que, por ter sido enterrado em uma cova rasa, o corpo possa ter sofrido rápida decomposição ou até sido arrastado por fortes chuvas registradas na região, o que pode ter dispersado parte dos restos mortais.


SITUAÇÃO DOS SUSPEITOS

A mulher presa nesta quinta-feira foi levada para a Delegacia de Penápolis, onde permanece à disposição da Justiça e deverá passar por audiência de custódia antes de ser encaminhada a uma unidade prisional da região.

Enquanto isso, a família de Pedro Henrique aguarda a confirmação dos exames periciais. O principal desejo dos familiares é que o corpo do jovem seja localizado para que possam realizar o velório e o sepultamento, encerrando um período de angústia iniciado com o desaparecimento no ano passado.

A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer definitivamente as circunstâncias da morte. (*) Por Fato Noroeste/Penápolis



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