Procurados da Justiça são presos pela PM Ambiental em Alto Alegre
Polícia
Ocorrências envolveram condenações por crimes distintos, incluindo maus-tratos a animais e estupro de vulnerável
Da Redação 25/06/2026
Prisões em Alto Alegre foram realizadas por equipe do Policiamento Ambiental, durante ações desenvolvidas no âmbito da Operação Impacto e SP Sem Fogo. Foto: Divulgação
Dois procurados da Justiça foram capturados nesta quinta-feira (25), em Alto Alegre, por equipe do Policiamento Ambiental, durante ações desenvolvidas no âmbito da Operação Impacto e SP Sem Fogo. As ocorrências envolveram condenações por crimes distintos, incluindo maus-tratos a animais e estupro de vulnerável.
A primeira prisão ocorreu em cumprimento a um mandado expedido contra uma mulher condenada por crime ambiental, que trata de maus-tratos a animais. Segundo a Polícia Ambiental, a condenação está relacionada a um caso registrado em maio de 2023, que ganhou repercussão na região após denúncias e a divulgação de imagens mostrando agressões contra uma cadela.
Na ocasião, equipes da Polícia Militar Ambiental, Polícia Civil e Vigilância Sanitária realizaram fiscalização na residência da acusada, onde encontraram a cadela em situação de maus-tratos. O animal apresentava ferimentos, sinais de agressões, infestação de carrapatos e vivia em ambiente considerado inadequado. Conforme o registro policial da época, a tutora admitiu ter agredido o animal alegando que tentava corrigir seu comportamento.
A cadela foi resgatada e encaminhada para uma entidade de proteção animal em Penápolis, onde recebeu tratamento e cuidados. Além do processo criminal, a autora também foi autuada administrativamente e multada.
Com a expedição do mandado de prisão e pena restante de dois anos a cumprir, policiais do GEPAAR localizaram a procurada em uma residência vizinha ao endereço cadastrado. Após confirmação da identidade e consulta aos sistemas policiais, ela recebeu voz de prisão e foi conduzida à Delegacia de Polícia de Alto Alegre, onde a captura foi formalizada.
ESTUPRO DE VULNERÁVEL
Ainda durante as atividades da operação, a equipe recebeu informações da Polícia Civil sobre a existência de outro mandado de prisão em aberto contra um morador de Alto Alegre, condenado pelo crime de estupro de vulnerável.
De acordo com a Polícia Militar Ambiental, o homem possuía uma pena remanescente superior a 20 anos de prisão. Após trabalho de inteligência e levantamento de informações, os policiais identificaram que ele atuava como caminhoneiro em áreas rurais da região e estaria utilizando a atividade profissional para evitar a localização pelas autoridades.
Foram iniciadas diligências por propriedades rurais dos municípios de Alto Alegre, Jatobá e Luiziânia. Durante as buscas, receberam a informação de que o procurado havia retornado recentemente à sua residência após permanecer cerca de 15 dias foragido.
Chegando ao imóvel, os policiais encontraram familiares do condenado e obtiveram a confirmação de que ele estava no local. Segundo o boletim policial, o homem percebeu a presença da equipe e tentou fugir pelos fundos da propriedade, mas acabou localizado escondido em um cômodo nos fundos da residência.
Após a captura, ele confirmou ter conhecimento da ordem judicial expedida contra si. Conforme relatado aos policiais, ao tomar ciência do mandado teria abandonado suas atividades profissionais e permanecido escondido em área de mata e canavial por aproximadamente duas semanas.
O procurado foi conduzido à Delegacia de Polícia de Alto Alegre, onde a prisão foi ratificada pela autoridade policial. Em razão da tentativa de fuga, houve necessidade do uso de algemas durante a condução, conforme previsto pela legislação e jurisprudência aplicáveis.
OPERAÇÃO
Segundo a Polícia Militar Ambiental, as duas capturas ocorreram durante ações da Operação Impacto e SP Sem Fogo, que tem como objetivo reforçar a segurança no meio rural, combater crimes diversos e ampliar a proteção ambiental em todo o Estado de São Paulo.
As ocorrências foram registradas como captura de procurado e os detidos permaneceram à disposição da Justiça para cumprimento das respectivas penas.
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